segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Feira

Sempre gostei de feiras.
Quando eu era criança gostava por causa dos pastéis. Até hoje quando sinto o cheiro de pastéis fritando lembro dos domingos de feira na Vila Maria e no Parque Novo Mundo.
Na adolescência o cheiro de feira mudou: passou a ser o dos temperos, raízes, cascas de árvores e outras plantas.
Entre o cheiro das feiras paulistanas e das nordestinas, as segundas ganham de longe (se em ambas nos mantivermos longe das barracas de peixes).
São sacos, sacolas e potes em diversos tamanhos, arrumados conforme as "indicações". Os temperos, mais conhecidos, ficam separados, perto da balança ou com os copinhos e latas dosadores.

Conversar com um comerciante de ervas e temperos em uma feira no sertão é uma verdadeira aula. E as garrafadas? Curam de tudo! (Mas isso é assunto para outro post)

Sempre que visito uma cidade do interior pergunto pelos dias de feira.
Compro queijo coalho e queijo manteiga, tapioca (medida em latas de óleo) e, apesar de amar os cheiros, nunca comprei uma raizinha sequer. Nenhuma lasquinha de casca ou folha seca. Olho tudo, pego, cheiro, pergunto pra que serve, mas nunca compro.
Vou tentar mudar isso na minha próxima visita à Pariconha ou Água Branca. Quem sabe volto com algumas sementes de plantinhas cheirosas pra plantar em vasinhos coloridos e tentar trazer um pouquinho do cheiro de feira pra minha varanda.

2 comentários:

Antonio de "Ze Pedo" disse...

O melhor do dia de feira é a farra! A cachaça com bode assado e colocar as conversas em dia com os cumpadres das serras. Eta norte bom!

Sertanejo disse...

Coisa boa uma feira no sertão!!!!

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