segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Nota de Repúdio do Sindjornal

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas, representando seus filiados, indignados com a maneira como os profissionais da imprensa têm sido tratados em discursos inflamados de representantes dos poderes constituídos, vem, mais uma vez, manifestar publicamente o seu repúdio contra aqueles que insistem em usar os recursos do insulto, da intimidação, da ameaça para tentar desqualificar o trabalho da imprensa.

Têm sido frequentes esses ataques, sobretudo de parte daqueles que se sentem incomodados quando a sociedade toma conhecimento de seus atos - nem sempre nobres e condizentes com a representatividade de que estão revestidos.

E desta vez o cenário foi o plenário da Assembleia Legislativa, onde os deputados Temóteo Correia e João Beltrão se revezaram na tribuna para constranger e tentar intimidar a repórter Niviane Rodrigues, estendendo impropérios as que fazem a cobertura jornalística do Legislativo estadual.

A liberdade de imprensa é um dos instrumentos mais eficazes de construção da democracia, e temos consciência da responsabilidade social da nossa função. É por meio da informação livre e democrática que a sociedade acompanha atos e posturas dos homens e mulheres que fazem e executam as leis, consolidando, assim, a formação de opinião para cobrar posições e fundamentar suas escolhas.

Lutar por esse direito é um dever nosso – entidades e profissionais comprometidos com a verdade e a ética – e de toda a sociedade, e deveria ser, também, de todos os que se revestem da representatividade popular, seja no Legislativo, no Executivo, no Judiciário, ou em qualquer esfera do exercício do poder público.
O Sindicato dos Jornalistas de Alagoas exige respeito ao trabalho dos que cumprem a nobre missão de informar e, ao mesmo tempo em que manifesta sua solidariedade à repórter Niviane Rodrigues e profissionais que atuam na cobertura da Assembleia Legislativa, cobra uma posição da Mesa Diretora da Assembleia, esperando ainda providências do Judiciário, do Ministério Público e da OAB em relação aos fatos ocorridos.
À DIRETORIA

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